A partir do próximo mês de junho, os valores da bandeira tarifária amarela e da bandeira vermelha, nos patamares 1 e 2 subirão até 50% em todo o país. O reajuste faz parte de uma medida da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovada nesta terça-feira (21).

A bandeira amarela terá o maior ajuste, passando de R$ 1 a R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh), uma alta de 50%. Já o patamar 1 da bandeira vermelha terá uma alta de 33,3%, passando de R$ 3 para R$ 4, enquanto o patamar 2 passou de R$ 5 para R$ 6, alta de 20%.

Esse reajuste deve servir para adequar o custo extra desse período em que a produção de energia fica mais cara. O objetivo da Aneel é que, com a adoção das bandeiras, o valor da arrecadação fique mais próximo do que será gasto com a geração de energia elétrica.

De acordo com o diretor-geral da agência, André Pepitone, o aumento evitará que a conta da bandeira tarifária fique novamente deficitária este ano. Isso porque, em 2017 e 2018, a conta da bandeira fechou com déficit de R$ 4,4 bilhões e R$ 500 milhões, respectivamente.

O problema dos déficits é que precisam ser compensados nas tarifas dos anos seguintes. Segundo Pepitone, os novos valores serão mais adequados ao real custo da geração de energia deste ano.

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Sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde 2015, marca o custo da energia produzida, permitindo que os consumidores reduzam o consumo quando a energia estiver mais cara.

A bandeira verde indica que o custo está baixo, portanto não há cobrança extra na conta de luz. Já as bandeiras amarela e vermelha representam um aumento no custo de produção e, consequentemente, de cobrança. Essa alta do valor de geração está geralmente ligada ao baixo volume de chuvas e nível dos reservatórios.

 

Fonte:  G1

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