A energia solar e eólica são fontes sustentáveis de energia que nunca se esgotam. Por essa razão são conhecidas como energias renováveis. No entanto, pode ficar uma dúvida: elas são concorrentes ou aliadas na busca por uma matriz energética cada vez mais limpa? Para responder a essa questão é preciso uma avaliação mais apurada.

É justamente por essa razão que trouxemos para você este artigo. Nele você vai finalmente encontrar a resposta para esse questionamento. Por meio de dados estatísticos, você saberá se os sistemas concorrem ou não entre si, e de que forma podem auxiliar um ao outro. Pronto para a leitura? Então, avance agora mesmo!

Qual é o cenário atual da geração de energia sustentável no Brasil?

Até o início da década dos anos 2000, o Brasil não tinha forte expressão de fontes renováveis em sua matriz energética. No entanto, o cenário começou a mudar com alterações em legislações e com a promulgação de diversos incentivos para o setor.

Um exemplo disso foi o lançamento de um programa que continha incentivos à geração de energia limpa em 2002 pelo Governo Federal. Demorou alguns anos, mas o lançamento começou a surtir efeito e a partir de 2009 já foi possível realizar leilões nos quais existiram a contratação de energia advinda de geração eólica.

Já a energia solar viu sua promoção ocorrer primeiramente no ano de 2012, quando foram definidos os critérios de micro e minigeração por meio da RN 482. O número de instalações cresceu desde então, mas deu um verdadeiro salto com a reformulação de alguns critérios da norma no ano de 2015, quando as condições das instalações foram facilitadas.

Quais são as características dos sistemas de geração de energia solar e eólica?

O fator em comum entre os dois tipos de geração de energia é depender do meio ambiente para funcionar. Isso é um ponto de grande ganho, na verdade, pois é dessa forma que a geração se torna sustentável e renovável.

No caso da geração solar, a captação dos raios solares para posterior produção de energia se dá por meio dos painéis solares. Eles recebem os raios solares e fazem a conversão elétrica utilizando pequenas unidades de células fotovoltaicas, que em conjunto formam cada painel. A energia captada e transformada em corrente elétrica é direcionada ao inversor e depois distribuída ao sistema.

Já a geração eólica depende da força dos ventos. Os parques com as grandes torres são compostas por enormes cataventos que, devido à grande altura da posição das hélices, faz a conversão da energia mecânica em energia elétrica. Isso acontece por meio dos vários componentes instalados por todo o sistema.

Em relação à instalação, percebe-se que a geração solar tem mais especificidades do que a geração eólica, pois os equipamentos são muito específicos e necessitam de determinada especialização. Já a geração pela força dos ventos requer um nível menor de profissionalização, mas, em contrapartida, requer um melhor preparo para realização de trabalhos em grandes alturas.

Outro ponto a considerar é que os painéis solares requerem normalmente uma área de instalação maior que as turbinas eólicas. Isso se justifica pela necessidade de uma grande metragem quadrada para atingir níveis satisfatórios de geração. Em compensação, os parques eólicos costumam trazer contratempos onde são instalados, principalmente pela geração de turbulências nos locais em proximidade.

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A energia solar e eólica concorrem ou se complementam?

A princípio, alguém pode pensar que essas duas fontes de geração de energia são concorrentes, pois seus sistemas funcionam de forma diferente e o “combustível” não é o mesmo (sol e força dos ventos). No entanto, o que acontece é exatamente o contrário.

Para entendermos essa correlação, é necessário recorrer à curva de geração de energia de cada tipo de geração exposta pelo Sistema Interligado Nacional ― SIN. Gráficos mostram os períodos de maior e menor geração de cada tipo de fonte de energia.

Pode-se constatar, então, que a energia solar tem seu início por volta das 5 da manhã, pelo horário de Brasília. Alcança seu pico por volta do meio-dia e finda sua produção às 18 horas. Obviamente, não há geração no período da noite.

Curiosamente, a energia eólica tem seu período máximo de geração entre 18 horas e 5 da manhã, sendo seu período de menor conversão de energia por volta do meio-dia. Justamente quando a geração solar é mais forte. Daí temos uma clara noção de que os sistemas são complementares entre si, e não concorrentes como o senso comum pode sugerir. Isso é belíssimo!

Qual é o custo relacionado a cada uma das modalidades de geração de energia?

Ambas as instalações têm seu preço de aquisição que se paga (em média) num período entre três e quatro anos. Fatores como localização, fornecedor e tamanho do sistema impactarão na precificação final e consequente payback.

Nos sistemas fotovoltaicos, em relação aos equipamentos da infraestrutura do sistema, devem ser considerados a aquisição do conjunto de placas solares, inversor, cabos e conectores especiais, estrutura de fixação (que pode ser sobre o telhado ou sobre o solo) e mão de obra. Tudo isso pode perfazer facilmente um valor entre R$ 30 mil e R$ 45 mil para uma residência com uma família de quatro pessoas.

Já um sistema eólico é menos usual no meio urbano, por necessitar de elevada altitude para sua instalação. Por essa razão, é mais usual que sua instalação aconteça em áreas rurais. Ainda assim, devem ser considerados a aquisição de seus componentes, como os aerogeradores e as estruturas para alçá-los à altura necessária. Somado a isso a mão de obra e detalhes do sistema interno, um sistema desse tipo pode chegar à casa dos R$ 50 mil.

A geração de energia solar e eólica definitivamente podem ser consideradas complementares. Em sistemas de geração fotovoltaicos on grid (aqueles que são conectados à rede de energia da concessionária local), não existe geração no período noturno e com isso há a necessidade de consumir energia da rede de distribuição. Com um sistema de geração eólica haveria complementação de geração e independência total.

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