A forma de utilizar a geração de energia solar em mais de um imóvel é bem parecida com a geração distribuída individual. O que as difere é que o compartilhamento é feito entre várias propriedades, enquanto — como o próprio nome diz — a individual é referente apenas a uma unidade consumidora.

O imóvel onde o sistema fotovoltaico está instalado é o que tem prioridade de uso perante os demais. Isso significa que a produção energética primeiro é direcionada para as necessidades locais, para depois ser injetada nas outras propriedades designadas.

A responsável por distribuir os créditos solares provenientes do excedente de produção é a concessionária pública e esse processo deve estar em concordância com o que consta no contrato que foi estabelecido entre as partes. Neste post, vamos contar tudo sobre como funciona o compartilhamento de energia solar. Confira!

Quais são as vantagens do uso de energia solar em diferentes imóveis?

O maior benefício da geração de energia solar compartilhada é aumentar ainda mais a acessibilidade a esse tipo de energia limpa. Usar energia solar em diferentes imóveis permite, por exemplo, que as pessoas que vivem em apartamentos ou que têm a sua casa localizada em áreas com muito sombreamento possam investir em um sistema fotovoltaico instalado em outro lugar, onde haja condições mais favoráveis para a produção energética.

Para tanto, é preciso que a mesma distribuidora de eletricidade atenda aos endereços das propriedades. Abordaremos essa e as demais regras mais adiante.

Essa parte não faz sentido. Compartilhar energia não tem relação com o custo do sistema. Se você mudar de imóvel você leva o sistema não somente a energia gerada. Ficou bem confuso.

Aderir à modalidade de geração de energia solar compartilhada é bem simples, desde que você conte com profissionais qualificados e capacitados para a gestão desse tipo de energia. O melhor é que a sua conta de luz pode ficar cerca de 80% mais barata, dependendo da cota que foi contratada.

Ao implementar o uso de uma energia renovável, infinita e de baixo impacto ambiental, você ajudará o nosso país a robustecer a sua matriz energética limpa.

Como a energia solar funciona?

Os sistemas fotovoltaicos são compostos por 4 itens fundamentais: inversor, string box, as estruturas e o relógio bidirecional. Os inversores são equipamentos que transformam a luz do sol captada pelos módulos fotovoltaicos em eletricidade, que pode ser utilizada em casas, empresas, indústrias ou no agronegócio.

A string box é uma parte do sistema voltada à proteção, sendo responsável pelo isolamento do sistema, a fim de evitar curtos-circuitos e outros entraves elétricos.

A parte estrutural da instalação de energia solar, normalmente, é fabricada em alumínio. São as estruturas que fixam os painéis fotovoltaicos no telhado das unidades consumidoras.

Por último, mas não menos importante, vem o relógio bidirecional. Essa peça faz o trabalho de medição da geração de energia e do consumo, incluindo o excedente produzido, que será injetado na rede da distribuidora local. Com isso, créditos solares são criados para o uso dentro do prazo de 5 anos.

Ao optar pela instalação de um sistema de energia solar, é preciso estar atento não só à escolha de painéis fotovoltaicos com um bom índice de eficiência, mas também aos demais equipamentos. Todos devem contar com alta qualidade para que a produtividade seja a melhor possível, evitando dores de cabeça ao investidor.

É essencial contratar profissionais devidamente capacitados para a realização da instalação de usinas solares, para que a análise da incidência de luz no imóvel e a definição da quantidade de placas fotovoltaicas, bem como a posição do painel, obtenham um maior nível de eficiência.

Também cabe aos técnicos a avaliação da estrutura do telhado, verificando se ele é capaz de aguentar o peso dos módulos com tranquilidade. Em caso negativo, serão feitas sugestões para reforçar o local, evitando possíveis acidentes.

Feita a avaliação técnica, a distribuidora de energia precisa realizar a liberação do parecer de acesso, para que a instalação do sistema fotovoltaico seja devidamente concluída. Conheça as etapas desse processo:

  1. preparação da área onde será instalado o sistema: desenha-se o layout desenvolvido na superfície do local;
  2. instalação da estrutura de suporte dos painéis solares: se o telhado for cerâmico ou de fibrocimento, fixa-se embaixo das telhas. Já se for de metal, o suporte é parafusado nas próprias telhas;
  3. encaixe dos trilhos nos suportes: essa é a estrutura que estabiliza e ampara os módulos solares, comumente feitos em alumínio ou aço;
  4. encaixe dos painéis nos trilhos: isso é feito para que a equipe possa conectar os cabos;
  5. instalação do inversor: esse é o último passo para, por fim, conectar a usina solar à rede da concessionária.

Após o cumprimento dessas 5 etapas, e assim que o sistema for homologado pela distribuidora de luz local, a propriedade já consegue começar a gerar eletricidade a partir da energia solar imediatamente.

Como usar energia solar em mais de um imóvel?

Existem 3 diferentes maneiras de compartilhar a energia solar em mais de uma localização. Vejamos quais são cada uma delas.

Autoconsumo remoto

Essa modalidade possibilita que um imóvel gere energia por meio do seu sistema fotovoltaico e, se houver excedente de produção, que seja direcionado para que outros imóveis possam fazer uso dele.

Isso é possível desde que a titularidade da conta de luz seja a mesma, pessoa física ou pessoa jurídica. As propriedades também devem ter o seu endereço atendido pela mesma concessionária de energia.

É considerado autoconsumo remoto apenas os créditos solares, nome dado ao excedente de produção energética, utilizados em um imóvel distinto de onde a eletricidade foi gerada. Lembrando que o prazo para usar esses créditos é de 60 meses e que o sistema tem que ser instalado da forma on-grid.

Geração compartilhada

A geração compartilhada difere do autoconsumo remoto em alguns quesitos, ainda que seja regulada pela mesma Resolução 687 da ANEEL. Essa normativa autoriza a instalação de microusinas solares (até 75 kW) e usinas de minigeração (de 75 kW a 5.000 kW) como investimentos coletivos, sob a forma de um consórcio ou de uma cooperativa.

Assim, esse tipo de produção energética permite que cada um dos investidores tenha cotas a serem utilizadas em seus imóveis, reduzindo o valor da conta de luz individualmente, como se existissem sistemas individuais em cada propriedade.

Na resolução da ANEEL não há nenhuma especificação em relação à definição do que se considera uma cooperativa ou consórcio para que a instalação da usina solar seja enquadrada como geração compartilhada.

Entretanto, como já ocorreram questionamentos a respeito dessa questão, acabaram sendo emitidos dois entendimentos judiciais por parte da Procuradoria Federal junto à ANEEL, discorrendo que:

  • o consórcio deve ser estabelecido de acordo com a Lei nº 6.404/76 e com a Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 1.634/2016, para fins de inscrição no CNPJ ou do disposto na Lei n° 11.795/2008. Isto é, os consórcios precisam ter uma pessoa jurídica como titular do sistema fotovoltaico ou do imóvel onde a instalação será realizada;
  • a constituição de uma cooperativa tem que cumprir as determinações mencionadas no Código Civil (arts. 1.093 a 1.096) e na Lei nº 5.764/61.

É importante ressaltar que somente titulares de consórcios ou cooperativas podem tomar a decisão sobre a forma como será realizada a divisão das cotas de créditos excedentes a serem compartilhadas com os imóveis elegidos.

Geração em condomínios

A geração compartilhada para residências também permite que condomínios sejam atendidos dessa forma. Afinal de contas, os proprietários dos apartamentos têm a possibilidade de se reunirem para viabilizar a instalação de uma usina solar em alguma área comum. Assim, a demanda energética do próprio condomínio é suprida com a produção elétrica do sistema fotovoltaico.

O mais interessante é que, quando a capacidade geradora comporta, os próprios apartamentos também podem economizar na conta de luz com a sobra de energia gerada pelo sistema de energia solar do condomínio.

O que difere a geração compartilhada da geração em múltiplas unidades consumidoras (geração em condomínios) é que esses usuários estão localizados no mesmo local ou em propriedades adjacentes.

Esse tipo de produção de energia solar não pode ser utilizado em vias públicas, aéreas, subterrâneas ou em qualquer unidade consumidora que não faça parte do condomínio onde o sistema fotovoltaico está instalado.

Como o sistema de energia elétrica deve ser instalado nesse caso?

O funcionamento de um sistema de energia solar em mais de um imóvel depende da instalação correta dos equipamentos. Isso porque a conexão para que a eletricidade produzida seja compartilhada deve ser do tipo grid-tie, também chamada de on-grid.

Para tanto, é preciso que a usina solar seja instalada em localizações atendidas por alguma concessionária de luz. Essa é a forma mais comum encontrada no funcionamento de sistemas fotovoltaicos, principalmente em centros urbanos.

Os geradores solares on-grid e off-grid têm basicamente o mesmo funcionamento. Eles captam a luz solar por meio dos módulos fotovoltaicos, gerando energia elétrica em corrente contínua. Depois, o inversor solar é responsável pela transformação em corrente alternada, equalizando a frequência igualmente à rede pública. São os inversores que enviam a energia elétrica aos imóveis.

No entanto, enquanto o sistema off-grid armazena o excedente de produção em baterias, a modalidade on-grid injeta a sobra de produção na rede da concessionária local, que retorna como créditos solares. Como dissemos, esses créditos podem ser usados para economia na conta de luz dos imóveis de mesma titularidade e que sejam atendidos pela mesma distribuidora de energia.

No caso da instalação grid-tie, quando a unidade consumidora não produz eletricidade suficiente para a demanda mensal, a distribuidora de energia atende a essa falta.

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Como é feita a instalação do sistema fotovoltaico em condomínios?

Com o devido planejamento e a análise corretos, dá para atingir resultados bastante satisfatórios com a instalação de sistemas fotovoltaicos em condomínios. A metragem da área onde os módulos serão instalados impacta diretamente o volume de eletricidade a ser produzido.

Ainda assim, locais com tamanho reduzido também são capazes de proporcionar redução na fatura de energia elétrica mensalmente. Já citamos algumas leis que regem esse procedimento junto ao Direito Civil, mas ainda não existe uma regulamentação específica das instalações condominiais compartilhadas. Contudo, algumas normas técnicas precisam ser consideradas.

A principal delas é a resolução da ANEEL, determinando que profissionais devidamente capacitados no setor de engenharia elétrica sejam contratados. Assim, assegura-se que o dimensionamento do sistema fotovoltaico seja feito adequadamente e que todas as licenças junto à distribuidora de energia pública sejam solicitadas.

Caso seja estabelecido pelo condomínio que a implementação do gerador fotovoltaico se dê gradativamente ou parcialmente, dá para usar essa energia solar somente nas áreas comuns, deixando os apartamentos ainda com o abastecimento da rede pública.

Quais são os erros que devem ser evitados nessa instalação?

Existem alguns erros passíveis de ocorrência quando um sistema de energia solar a ser usado em mais de um imóvel é instalado. Alguns deles são técnicos, isto é, de responsabilidade dos profissionais contratados. Já outros podem acontecer tanto por parte do integrador quanto por parte do dono da unidade consumidora. Vejamos quais são eles a seguir.

Erros técnicos na instalação

Em primeiro lugar, analisaremos os erros conhecidos como técnicos.

Não proteger a corrente alternada e a corrente contínua

O coletor de energia solar produz eletricidade em corrente contínua. Mas, conforme já falamos aqui, ela precisa passar pela conversão em corrente alternada, que é o tipo usado na maior parte dos eletrodomésticos e eletrônicos em geral.

Quem converte essa energia é o inversor solar, que deve conter proteções na entrada da CC e na saída da CA. Para tanto, verifique se estão sendo usados fusíveis, disjuntores, chave seccionadora e demais dispositivos que protegem contra surtos.

Assim, o sistema fotovoltaico estará seguro para quem precisar acessar o quadro de força. É comum as pessoas desligarem o disjuntor da CA para trabalhar, mas só isso não cessa completamente a energia da CA. Ou seja, é um risco.

Não equipotencializar e não aterrar

Em uma instalação fotovoltaica, as placas solares são fixadas em suportes estruturais. Na maior parte das vezes, essa estrutura metálica fica no telhado ou no chão.

Os módulos dispõem de uma espécie de moldura de alumínio, que tem como objetivos proteger o equipamento, tornando-o mais resistente mecanicamente e proporcionando uma montagem mais segura.

Dessa maneira, cada uma das partes feitas em metal, sejam elas os painéis, sejam elas os suportes, sejam elas as carcaças dos transformadores e inversores, necessitam de equipotencialização. Isso significa interligá-las por meio de condutores protetivos, para que não ocorra nenhum tipo de diferença potencial entre elas.

Não utilizar a estrutura adequada

Um sistema fotovoltaico dura, no mínimo, 25 anos, mas já existem registros de equipamentos operando por cerca de 40 anos. No entanto, para garantir essa vida útil de uma usina solar, faz-se necessário estar atento a alguns cuidados estruturais.

Quando os módulos são instalados no telhado, é necessário contar com um profissional qualificado para analisar as condições da estrutura em receber todo o peso das placas solares.

Para instalações no solo, esse estudo também precisa ser feito, de modo a identificar se o local está preparado adequadamente para passar pelas intempéries e degradações possíveis.

Erros “comuns” na instalação de energia solar em residência

Os erros que chamamos de “comuns” são aqueles cometidos tanto por parte de um profissional habilitado quanto pelo próprio dono do sistema fotovoltaico. Conheça os principais.

Andar em cima dos módulos fotovoltaicos

O espaço para circular entre um módulo e outro costuma ser bastante restrito. Os painéis solares apresentam boa resistência, conseguindo suportar até mesmo fortes chuvas de granizo, mas eles não foram fabricados para serem pisados.

No momento da manutenção, o serviço pode ser difícil em espaços pequenos. Portanto, para não cometer esse erro de pisar nos módulos, peça ao seu fornecedor que pense nesse tipo de situação ao elaborar o projeto.

Não ter segurança nos trabalhos em altura

É fundamental garantir a integridade física e a vida de todos os envolvidos na execução de instalações de sistemas fotovoltaicos. Da mesma maneira, qualquer pessoa que frequenta o local também precisa estar protegida.

Para isso, existem vários procedimentos de segurança a serem adotados e respeitados na realização de trabalhos em lugares altos, como é o caso dos telhados. Entre os equipamentos, estão as linhas de vida, presas com talabarte, uma boa prática simples e que deve ser implantada.

Usar ferramentas inapropriadas na instalação

Todo tipo de instalação elétrica, inclusive a de sistemas fotovoltaicos, necessita das ferramentas certas para ser executada corretamente. O processo de crimpagem dos cabos, por exemplo, precisa de um alicate específico para que os conectores fiquem presos sem nenhuma folga. Qualquer conexão malfeita pode esquentar o equipamento, causando um foco de incêndio.

Por isso, sempre é válido lembrar que a instalação de usinas solares deve ser realizada por técnicos habilitados.

Qual a importância de contar com uma boa equipe para fazer essa instalação?

Antes da instalação, o primeiro passo é fazer um estudo de viabilidade. Essa é uma responsabilidade da empresa contratada para realizar o serviço de instalação do seu sistema fotovoltaico. Esses profissionais deverão avaliar a sua casa ou apartamento para se certificar de que é viável instalar o sistema de energia solar.

Esse estudo inclui o exame do consumo médio de energia elétrica do imóvel, para que você adquira a opção que produzirá a quantidade de luz necessária às suas necessidades. Outras questões a serem averiguadas são a topologia, o nível de tensão da rede e a sua confiabilidade.

Quando o estudo de viabilidade for finalizado, chega a hora da instalação. Esse é um processo que compreende não só a fixação das placas solares. Ele abarca também a colocação do inversor, que converte a energia produzida pelo sistema em 110V ou 220V, bem como a montagem da estrutura para afixar cada painel solar e todas as proteções elétricas apropriadas.

Já deu para perceber que a instalação de energia solar residencial é um procedimento complexo, que requer a contratação de profissionais devidamente capacitados e especializados para o trabalho. Só assim, você garantirá a segurança de todos os moradores da sua casa, além de assegurar que o seu sistema fotovoltaico funcionará adequadamente e terá a durabilidade esperada.

Normalmente, a garantia oferecida pelo fabricante dos equipamentos é de, no mínimo, 25 anos, desde que as peças tenham sido instaladas corretamente. A expertise do seu fornecedor também atestará que todos os cálculos que envolvem o projeto sejam feitos do jeito certo. Isso porque de nada adianta comprar os melhores equipamentos, se o dimensionamento do seu sistema for feito erroneamente.

Qual é a perspectiva de crescimento do uso de energia solar nos próximos anos?

Informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam um aumento de cerca de 50% no primeiro trimestre de 2020. Vale ressaltar que metade do período se deu durante a pandemia do novo coronavírus.

Nosso país aparece liderando o ranking de investimentos do setor de energia renovável na América Latina em 2019. Foram registrados US$ 6,5 bilhões no período, uma expansão de impressionantes 74% em comparação a 2018.

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), declarou que, no início de 2020, os governantes dos países latinos tinham previsão de dobrar seus investimentos em energias limpas, como a solar e eólica, entre outras tecnologias sustentáveis na próxima década. O objetivo é contribuir para uma saída inteligente e necessária ao grave problema do aquecimento global.

Ainda de acordo com a IRENA, os recursos financeiros voltados para investimentos na produção de energias limpas devem atingir a marca de mais da metade da geração elétrica (57%) no mundo todo. A previsão é para que isso aconteça até 2030. Vale ressaltar que, atualmente, o percentual está em 26%.

As cidades sustentáveis são o futuro do planeta, já que até mesmo a economia global já está passando a girar em torno de questões relacionadas à sustentabilidade. Um bom exemplo disso tem relação com as diretrizes dos principais fundos de investimento do mundo, que estabelecem investimentos financeiros somente em empresas e projetos verdes.

Além do mais, moramos em um país que pratica uma das tarifas de energia mais caras do mundo. Sem contar com a aplicação das bandeiras tarifárias, que são uma sobretaxa no custo de eletricidade, quando a capacidade produtiva das hidrelétricas cai e é preciso acionar as termelétricas, que têm um custo mais alto para a geração de eletricidade.

Para economizar ainda mais, agora, você já sabe como funciona o sistema de energia solar em mais de um imóvel. Dessa forma, é possível compartilhar uma mesma usina solar entre várias unidades consumidoras.

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