As fontes renováveis devem ser representar cerca de metade da energia elétrica produzida em todo o mundo até 2050. Esse fato se deve à progressiva popularização e redução de custos das energias do tipo solar, eólica, de biogás, além do avanço do armazenamento de energia em baterias.

De acordo com um relatório divulgado na última semana pela consultoria BloombergNEF (BNEF), essa mudança esperada para os próximos 30 anos será seguida por um crescimento de 62% na demanda por energia elétrica e investimentos de mais de treze trilhões de dólares em novos projetos na área.

Neste post, abordaremos os diferentes tipos de fontes energéticas renováveis, além de falar sobre o panorama da transição mundial de combustíveis fósseis para energias verdes. Confira!

Os diferentes tipos de fontes de energia renováveis

Vejamos os principais tipos de energia do futuro disponíveis.

Energia solar

A energia solar é gerada por meio de um processo fotovoltaico que capta os raios solares e realiza a conversão em eletricidade. Esse é a energia limpa que mais cresce no Brasil. Um sistema fotovoltaico pode ser instalado em qualquer lugar. As placas solares contam com vida útil de, pelo menos, 25 anos.

A quantidade de painéis fotovoltaicos é definida de acordo com o consumo energético da residência, indústria, comércio ou fazenda. Quem opta por comprar esse tipo de sistema, tem o retorno do seu investimento garantido. O tempo para que isso aconteça vai depender do volume de uso e do dimensionamento do painel.

Energia térmica

A principal diferença entre a geração de energia solar e a energia térmica é que o sistema fotovoltaico transforma a luz do sol em energia elétrica, enquanto a térmica é utilizada somente no processo de aquecimento de fluidos.

Por essa razão, esse tipo de energia também é chamada de aquecimento solar. Afinal de contas, ela utiliza a irradiação do sol para aquecer tanto a água que sai do seu chuveiro como líquidos de processos industriais.

Outra aplicação da energia térmica se dá no aquecimento de espaços em localidades onde o frio é intenso.

Essa é uma energia relativamente popular em nosso país por ter um valor de investimento relativamente baixo. A energia solar térmica consegue realizar a conversão de mais ou menos 90% da radiação do sol em calor.

Energia eólica

Ela é produzida com a força dos ventos. Para tanto, usa-se torres muito altas com hélices no topo de cada uma delas. A região nordeste do Brasil gera mais de 85% da energia eólica do país e atende grande parte da demanda dos seus estados.

O maior entrave para a ampliação da utilização desse tipo de energia é o alto custo de investimento para instalação de parques eólicos.

Energia hídrica

É a principal forma de produção energética no Brasil. Porém, apesar de ser uma energia limpa, pois tem como fonte a água, ela causa grandes impactos ambientais e sociais para ser construída e funcionar. Isso porque o local a ser inundado utiliza ambientes de florestas nativas.

Biomassa

É obtida quando materiais orgânicos são queimados. No Brasil, o mais comum é produzi-la com o bagaço de cana-de-açúcar.

Segundo a Ecologia, biomassa é toda a matéria viva que existe no ecossistema da Terra, mesmo em populações animais ou vegetais. Ou seja, os resíduos sólidos provenientes da natureza e os resíduos produzidos pelos seres humanos.

Alguns exemplos de biomassa são os subprodutos pecuários, florestais, da agricultura, entre outros. Até mesmo a porção biodegradável do lixo que produzimos em casa considerada biomassa.

Energia geotérmica

As usinas geotérmicas utilizam o calor encontrado nas camadas mais profundas do centro da Terra para aquecer a água. Depois de quente, o vapor obtido é usado para mover os geradores de energia elétrica.

A maioria das usinas produtoras de energia geotérmica estão localizadas em áreas que têm vulcões atualmente ativos. Isso porque esses locais contam com o calor mais perto da superfície, fator que influencia positivamente na perfuração, pois ela precisará de uma profundidade menor.

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Energia hidrelétrica

Nas usinas hidrelétricas a força da água é usada no movimento dos geradores de energia elétrica. Essa é uma modalidade de energia bastante representativa na matriz energética brasileira. Isso porque por volta de 60% da eletricidade consumida nos imóveis por aqui é proveniente de hidrelétricas.

Uma das razões pelas quais isso acontece é devido ao grande número de rios que temos no Brasil. Além disso, o custo de manutenção das hidrelétricas é considerado baixo.

No entanto, o ponto negativo em usar essa forma de energia são os impactos ambientais e sociais negativos ao realizar o alagamento de áreas enormes para instalação das usinas hidrelétricas.

A matriz energética mundial

A matriz energética mundial é composta, essencialmente, por fontes energéticas não renováveis. As energias não renováveis são aquelas que dependem de processos escalados no tempo geológico ou algum tipo de constituição do sistema solar para estarem disponíveis na Terra.

Vejamos como se dá a distribuição da produção de energia no mundo, de acordo com cada fonte:

  • 31,9% petróleo e derivados;
  • 27,1% carvão;
  • 22,1% gás natural;
  • 9,8% biomassa;
  • 4,9% nuclear;
  • 2,5% hidráulica;
  • 1,6% outros.

Com esses dados, nota-se que o mercado de energias renováveis é um setor que tem um espaço enorme para se expandir mundialmente, representando uma ótima oportunidade de negócio para quem quer empreender.

A matriz energética brasileira

Todas as formas de energia originadas através de fontes não renováveis são grandes responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Esses gases acabam por absorver uma porção da irradiação solar e, posteriormente, redistribuem esses elementos como radiação na atmosfera da Terra. A consequência é o que conhecemos como fenômeno do efeito estufa.

A boa notícia é que a matriz energética do Brasil difere positivamente da matriz energética mundial em sua composição. Isso porque nosso país utiliza mais fontes renováveis do que o panorama no mundo.

Sendo assim, quando o volume de GEE é dividido pelo número de habitantes brasileiros, o resultado é bastante representativo, pois no Brasil emitimos menos gases de efeito estufa por pessoa em comparação a diversos outros países.

A energia hídrica lidera a produção energética doméstica, como é possível verificar na disposição que mostra como é composta nossa matriz energética:

  • 60% energia hídrica;
  • 15% energia fóssil;
  • 8% energia eólica;
  • 9% biomassa;
  • 5% importação;
  • 1% energia nuclear;
  • 0,8% energia solar.

Como podemos ver, de acordo com esses dados, o Brasil caminha no sentido oposto da matriz energética mundial. Afinal de contas, as fontes não renováveis representam a minoria da energia usada pelos cidadãos e empresas brasileiras.

Inclusive, a matriz energética do Brasil é considerada um exemplo para o mundo, visto que ela realmente é uma das que mais utilizam fontes renováveis de energia.

A perspectiva de adoção das fontes renováveis de energia no mundo

A diminuição do uso de combustíveis fósseis são amplamente benéficas na luta conta as mudanças climáticas, além de trazerem grandes impactos no mercado de energia atual. As fontes eólica e solar são excelentes ferramentas para que o setor energético atenda à meta de cortes de emissões de gases poluentes estabelecida no Acordo de Paris.

No entanto, segundo Matthias Kimmel, analista da BloombergNEF que coordenou a produção do relatório, após 2030, os países precisarão de outras tecnologias para conseguir alcançar reduções mais significativas.

Em 2050, as energias solar e eólica devem responder por quase 50% da eletricidade do planeta. Nesse cenário, as fontes nucleares e hídricas representarão outros 21% e o carvão apenas 12%, face aos 37% atuais, de acordo com a BNEF.

Até o momento, a Europa lidera a transição para as fontes renováveis, as quais devem ser responsáveis pelo fornecimento de 92% da eletricidade do continente. Na Índia e na China, essas fontes serão quase dois terços da energia desses países. Já nos EUA, as energias renováveis devem responder por somente 43% da geração total até o ano de 2050.

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