Uma equipe de professores e uma discente do curso de Engenharia Industrial do Campus de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará conseguiu uma patente do Sistema para Iluminação Externa, uma invenção que pretende utilizar a energia solar de forma econômica.

Os professores envolvidos no projeto foram Marcos Allan Leite dos Reis, Hallan Silva Souza, Eliomar Azevedo do Carmo e a discente foi a engenheira Mayara Pereira Rodrigues, cujo trabalho de conclusão de curso realizado em 2012 deu origem ao estudo.

A tecnologia, que deve servir para diversos ambientes, como praças, bosques, passarelas, entre outros espaços públicos e privados, diminui a intensidade da iluminação quando necessário, ou seja, quando não há fontes de calor no entorno.

Isso é possível graças aos sensores de radiação infravermelha, que, diferentemente dos sensores de presença, não são acionados a cada movimento detectado, e sim ao perceber a presença de uma fonte de calor.

Além disso, segundo um dos pesquisadores responsáveis, Marcos Allan, o projeto representa um avanço da técnica de iluminação pública utilizada atualmente, pois os postes convencionais são compostos por diversas partes individuais, como caixa para bateria separada do braço e cabeça da luminária.  A invenção patenteada traz todas essas partes instaladas numa única peça, conhecida por monobloco.

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De acordo com Allan, por se tratar de um monobloco, a novidade também previne que as baterias sejam furtadas, como ocorre com certa frequência nos sistemas cujos componentes são alocadas em caixas à parte.

Outra vantagem da inovação é a possibilidade de ser removida e substituída completamente para manutenção, caso necessário, graças a um acionamento do encaixe integrado à meia altura do poste.

Em breve, a tecnologia poderá ser adquirida por pessoas ou empresas que precisem de uma iluminação externa remota e autônoma, ou seja, desconectada da rede de distribuição elétrica, o que abrange desde condomínios residenciais até a iluminação pública de cidades.

 

Fonte: OLiberal.com

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