É sempre a mesma coisa: chega o final do mês e a conta bancária está zerada ou, pior, no vermelho. Saiba que você não está sozinho. Uma pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio) mostrou que, em outubro de 2019, 65,1% das famílias brasileiras relataram ter dívidas.

É verdade que a prolongada crise econômica pela qual o país passou aumentou o desemprego e reduziu a renda das famílias. Ainda assim, é possível ajustar o orçamento doméstico e ter uma vida financeira saudável. Isso vai trazer mais qualidade de vida e segurança para toda a família, dando estabilidade financeira e uma garantia em casos de imprevistos.

Neste artigo, vamos mostrar quais são os objetivos para elaborar um orçamento doméstico e dar 5 dicas para você fazer o seu. Acompanhe!

Quais são os objetivos de fazer um orçamento doméstico?

Existe um ditado que diz que se você não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve. Isso significa que você pode passar a vida inteira gastando, mas assim vai passar a vida inteira apenas correndo atrás do próximo boleto para pagar — e isso não é nada bom, certo? Veja como o orçamento doméstico pode ajudar a evitar esse tipo de situação.

Entender sua realidade financeira

Você já se viu na situação de “ser pego de surpresa” pelas contas e ter que escolher qual vai pagar? O primeiro objetivo para elaborar um orçamento doméstico é justamente o de entender a sua realidade financeira e evitar que isso aconteça.

Isso porque o primeiro passo para fazer um orçamento doméstico é registrar todas as entradas e saídas de dinheiro, tanto as realizadas, ou seja, as que já ocorreram, quanto as projetadas. Trataremos dessa parte com mais detalhes nos próximos tópicos, mas aqui você já sabe que, tendo registrado tudo que entra e sai, você terá um bom panorama da sua realidade.

Mudar hábitos prejudiciais

O ideal é fazer uma análise para identificar quais são os hábitos que prejudicam a sua vida financeira. Precisa reduzir o número de refeições fora de casa? Reavaliar o pacote de TV por assinatura? O carro está consumindo muito do seu orçamento? É claro que o objetivo de fazer pequenos sacrifícios no curto prazo é obter benefícios no longo prazo.

Alcançar seus objetivos

Nesse ponto, podemos fazer uma analogia com a alimentação: você passa a maior parte do tempo sem comer coisas “gostosas” para conseguir manter o corpo em forma e saudável no longo prazo.

Com a vida financeira é a mesma coisa: não significa que você nunca mais vai gastar com algo que dê prazer, mas a ideia é manter uma boa disciplina para que você possa juntar dinheiro suficiente para alcançar seus objetivos e realizar seus sonhos.

Ter clareza do que precisa ser pago

Por fim, o orçamento doméstico vai trazer a clareza do que realmente precisa ser pago, evitando que você tenha prejuízos irreparáveis, como não ter dinheiro para pagar o financiamento do imóvel e perder sua casa ou ter que tirar os filhos do colégio.

Em resumo, os principais objetivos de ter um orçamento doméstico são ter um registro das entradas e saídas a partir do qual se possa fazer uma análise que vai mostrar o que pode ser feito para melhorar a situação.

Como fazer um planejamento financeiro adequado?

Agora, vamos ver, na prática, como fazer um orçamento doméstico adequado. Confira nossas 5 dicas!

1. Registre receitas e despesas

O primeiro passo para fazer um orçamento doméstico é registrar todas as receitas e despesas que você tem. Aqui, é preciso dar especial atenção à palavra “todas” — são todas mesmo. Isso porque pequenos gastos, quando somados, acabam tendo um impacto grande no orçamento doméstico.

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Vamos ver uma situação: imagine que você saia para almoçar com os colegas de trabalho todos os dias úteis. Depois do almoço, toma um cafezinho que custa R$4. Só que são 22 dias úteis por mês, então esse hábito consome R$88 do seu orçamento doméstico. Ainda parece pouco? Se colocarmos isso em 12 meses, são R$1.056 só de cafezinho.

Isso não significa que você tenha que abrir mão desse prazer, mas você precisa saber quanto ele custa e decidir, conscientemente, se quer mantê-lo.

2. Use uma ferramenta de registro

Hoje em dia existem inúmeras ferramentas gratuitas excelentes para controlar as finanças pessoais e elaborar seu orçamento doméstico. Você pode fazer isso em uma planilha normal, como muita gente ainda prefere, ou pode usar um aplicativo, que tem algumas vantagens.

Uma delas é a que fica no seu celular, com fácil acesso, então você pode marcar todos os gastos na hora em que eles ocorrem e não tem que esperar chegar em casa para fazer isso, correndo o risco de esquecer.

Outro benefício é que os aplicativos foram desenhados para isso, então eles trazem uma série de funcionalidades próprias, como a possibilidade de estabelecer objetivos e acompanhar quanto falta para atingi-lo.

3. Classifique as receitas e despesas

Classifique suas receitas e despesas em:

  • despesas fixas, como parcela do financiamento imobiliário, taxa de condomínio, mensalidade do colégio dos filhos, internet, TV por assinatura e outras assinaturas que você tiver;
  • despesas variáveis, como gastos com alimentação, combustível, gastos com lazer, com vestuário etc.
  • receitas fixas, como o salário fixo, se esse for o seu caso, recebimento de aluguéis etc.
  • receitas variáveis, como comissão por vendas ou fontes extras de receita que você possa ter.

Assim você vai saber exatamente qual a sua renda familiar e como gasta o seu dinheiro, de forma a poder decidir como reduzir os gastos em casa.

4. Corte ou reduza supérfluos

Você já deve ter visto casos de pessoas que ganham muito pouco e ainda assim conseguem guardar dinheiro e comprar uma casa, colocar os filhos na faculdade etc. Isso porque o fator principal não é quanto se ganha, mas a diferença entre os ganhos e os gastos. Por isso, uma das principais maneiras de “fazer sobrar dinheiro” é reduzindo gastos supérfluos.

Algumas dicas:

  • evite ao máximo compras por impulso: se você costuma fazer isso, deixe o cartão em casa e ande apenas com o dinheiro necessário para o que você realmente precisa fazer;
  • reveja assinaturas: atualmente os serviços de assinaturas são vastos e incluem TV paga, streamings, conteúdo noticioso, como jornais e revista, cursos e muito mais. Avalie quanto disso você realmente usa e o que pode ser cortado;
  • troque passeios caros por outros mais baratos: um cinema com pipoca em shopping para uma família de três pessoas pode facilmente sair por R$200. Se fizer isso uma vez por semana, são R$800 no mês. Agora, passar o no parque com a família pode não custar praticamente nada, especialmente se levar a comida de casa.

5. Invista

Agora que o orçamento doméstico está enxuto, vem a recompensa pelo seu esforço: invista tudo o que você conseguiu economizar. É assim que você vai conseguir fazer uma reserva financeira, formar um patrimônio, realizar seus sonhos e ainda garantir uma aposentadoria tranquila, da qual você possa desfrutar sem preocupações financeiras.

Agora você já sabe como fazer um orçamento doméstico. Uma dica: estabeleça objetivos e prazos para alcançá-los. Essa é uma ótima forma de se automotivar para manter a saúde financeira em dia.

Gostou do artigo? Então, aproveite para aprofundar seus conhecimentos no assunto e saiba também como identificar as despesas e aprender a economizar.

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