Um projeto de pesquisa desenvolvido por uma equipe da Universidade Federal do Ceará (UFC) criou uma maneira de utilizar corantes para produzir energia solar. Caso essa nova tecnologia fosse produzida em escala comercial, representaria uma economia de até 80% em relação às placas fotovoltaicas tradicionais, compostas de silício.

Segundo a professora Ana Fabíola Almeida, coordenadora do Laboratório de Filmes Finos e Energias Renováveis (LAFFER) da UFC, essa economia pode ser considerável, a depender do material utilizado.

O Laboratório da professora desenvolveu o projeto usando corantes orgânicos de plantas ou até inorgânicos na fabricação de células, com o objetivo de criar placas de energias com custo mais baixo e maior eficiência, pois os corantes naturais aumentam a absorção da luz solar.

A partir dessa pesquisa, concluiu-se que a célula sensibilizada por corantes (conhecida como DSSC ‒ do inglês dye sensitized solar cell), também chamada de Grätzel, tem menor custo de produção. No entanto, ela não é eficiente (14%) se comparada às placas de silício convencionais (25%), ainda que estas demandem mais recursos para serem elaboradas.

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Para compensar essa diferença, Almeida aponta a necessidade de aprofundar ainda mais os estudos. A proposta é que essas células sejam produzidas com materiais de baixo custo, mas preservando a eficiência, para que, futuramente, sejam comercializadas no mercado. Elas também apresentam a vantagem de serem feitas com materiais menos poluentes que os tradicionais.

Além disso, a professora reconhece a necessidade de mais investimentos para que a eficiência dos componentes seja aperfeiçoada e o produto possa ser competitivo. A falta de recursos para desenvolver ainda mais a pesquisa é um dos principais desafios do projeto, incluindo a ausência de incentivo da iniciativa privada para que o projeto avance mais rapidamente.

Fonte: G1 Ceará

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