A energia solar no Brasil apresenta vantagens para diversos setores. Ela é importante para a preservação ambiental porque é uma forma limpa de produzir eletricidade. Os consumidores se beneficiam de várias formas: para as residências, adotar a energia fotovoltaica significa criar uma independência das tarifas flutuantes e abusivas das fornecedoras tradicionais.

Para clientes da área do comércio e da indústria, a energia solar é uma maneira de poupar recursos financeiros, transformando a compra de equipamentos em um investimento. Além disso, as empresas ganham mais destaque no mercado pelo seu compromisso com a preservação ambiental, passando a ser denominadas verdes.

Trouxemos neste texto um panorama da energia solar no Brasil, com as principais informações acerca do cenário atual e as previsões para os próximos anos. Boa leitura!

Mercado brasileiro

Para entender como funciona o mercado brasileiro de energia solar, é preciso conhecer alguns pontos importantes que explicaremos a seguir.

Histórico da energia solar no Brasil

Em território nacional, o uso da eletricidade proveniente da transformação dos raios solares começou a se popularizar em 2012, quando uma regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propiciou a troca de energia entre os consumidores e a concessionária.

Até aquele ano, essa tecnologia só era usada em regiões remotas, com o auxílio de baterias. Desde então, outras normas passaram a valer, tornando a opção cada vez mais vantajosa.

Com os investimentos do setor, os equipamentos fotovoltaicos passaram a ficar mais baratos, tornando a aquisição para o uso residencial mais propício. Uniu-se a isso a alta durabilidade do sistema, de mais de 30 anos, cujo payback é feito em cerca de 5 anos, tornando o investimento ainda mais atraente.

Surgiram diversas possibilidades de consumo, como o autoconsumo remoto, que permite gerar a energia em um local e consumi-la em outro, e a geração compartilhada, que possibilita dividir o que foi gerado para múltiplas unidades. Esse foi um avanço que deu margem para o aparecimento de empreendimentos nessa área, como consórcios ou cooperativas e condomínios.

Cenário atual

Atualmente, o Brasil figura entre os 30 maiores países geradores de energia solar globais, com 1,1 GW de potência instalada. Isso representa cerca de 0,8% da matriz energética nacional. Apesar da porcentagem ser pequena, o crescimento tem sido bastante expressivo. Só em 2016, o país cresceu 407% nesse setor.

Isso é reflexo do que acontece em torno do mundo, porque em 2018, por exemplo, houve um crescimento global de 18% de investimentos nessa área. Nesse mesmo ano, a capacidade de geração de eletricidade da energia solar se tornou maior do que a dos combustíveis fósseis.

As usinas solares também têm crescido desde o primeiro leilão promovido pelo governo em 2014. Atualmente, a maior usina em funcionamento da América Latina é o Parque Solar Nova Olinda, na cidade de Ribeira do Piauí (PI). O espaço ocupado pelas placas solares é equivalente a 700 campos de futebol, com uma capacidade para abastecer até 300 mil famílias.

Incentivos

Algumas medidas foram tomadas para incentivar o uso da energia solar no Brasil. Uma delas foi a concessão da isenção do ICMS para a compra de equipamentos que contribuam para a produção de energia solar, em 2015. Isso se relaciona a painéis fotovoltaicos e geradores, não cobrindo elementos como cabos.

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A mesma isenção foi concedida para a geração desse tipo de energia. O imposto passou a ser descontado apenas do que foi consumido.

O surgimento de linhas de crédito e de financiamento para essa finalidade também foi um grande avanço. O Construcard, por exemplo, da Caixa Econômica Federal, permite o uso do crédito para aquisição de aquecedores solares e equipamentos para sistemas fotovoltaicos.

Outro financiamento desse tipo é o Programa Fundo Clima, do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que permite o financiamento por pessoa física de até 80% dos itens relacionados a energia solar.

Previsões do setor

O cenário fotovoltaico é promissor com previsões otimistas graças ao potencial da energia solar no Brasil. Entenda mais sobre o que é esperado para o futuro desse setor.

Potencial

O Brasil tem em toda a sua extensão uma excelente incidência solar. A região Nordeste é a mais privilegiada nesse sentido devido às suas características climáticas e à proximidade com a linha do Equador. Nessa região, a radiação média é de 5.900 Wh/m² e há pouca diferenciação desse valor durante o ano.

A Alemanha, referência mundial em tecnologia fotovoltaica, tem uma incidência solar que fornece entre 900 e 1.250 quilowatts-hora (kWh) por metro quadrado (m²) ao ano. Já a capacidade tupiniquim varia entre 1.500 e 2.400 kWh/m² ao ano. A pior se refere ao Paraná (1.500 kWh/m² ao ano), sendo ainda maior do que a melhor capacidade alemã. Dessa forma, ainda há muito potencial para ser explorado neste país.

Tendências

Para 2019, é esperado um crescimento de 44% da capacidade de energia solar instalada. Isso significa que a marca atingida será entorno de 3,3 gigawatts (GW). Isso representa um fortalecimento da geração compartilhada que tem se tornado mais expressiva no mercado. Nos anos de 2017 e 2018, por exemplo, essa modalidade teve um aumento de 172%, contra 86% das usinas.

A busca por sistemas fotovoltaicos On Grid tem crescido: até dezembro de 2018, eles passavam dos 48 mil, e é previsto um salto para aproximadamente 887 mil em 2024. Isso em muito se deve ao aumento do custo da eletricidade no Brasil, que tem deixado o consumidor refém em uma situação de crise econômica, preocupado com a variação das taxas.

Dessa forma, a energia solar é uma fonte que tem que se destacado como economicamente vantajosa e segura.

Pronto! Agora, você já sabe mais sobre o panorama geral da energia solar no Brasil. Lembre-se de que esse é um setor que está em seu estágio de crescimento e os impactos dessa tecnologia são baixos, sendo sustentável por depender de um recurso praticamente infinito — o Sol. Graças à sua eficiência, a economia na conta de luz é garantida, e ainda é possível acumular créditos pela geração própria.

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