O relógio bidirecional de energia solar é responsável por contabilizar a carga energética que um imóvel gastou, como se fosse um medidor tradicional. Além disso, esse instrumento também mede o volume de energia que foi injetado na rede da concessionária. Com isso, é possível calcular o abatimento dos créditos na conta de luz, ao subtrair a energia usada da que foi injetada.

Um sistema fotovoltaico on-grid não pode deixar de ter esse tipo de relógio, pois ele é imprescindível para que o fluxo energético da unidade consumidora seja medido. Segundo a resolução 482/2015, o conjunto de equipamentos para geração de energia solar pode conter um medidor bidirecional ou dois medidores unidirecionais.

Nesse último caso, um fica incumbido de mensurar a eletricidade ativa consumida, enquanto o outro mede a energia produzida. Leia este post e fique por dentro de todas as principais informações acerca do relógio bidirecional de energia solar.

O que muda na conta de luz após a instalação do relógio bidirecional de energia solar?

A partir do momento que o fornecedor concluiu a instalação do sistema fotovoltaico em uma casa ou empresa, a fatura de energia elétrica passará a vir um pouco diferente. Isso porque, terminada a execução do projeto, a unidade consumidora já produzirá energia solar.

Então, serão vistas na conta de luz duas medições. Uma delas é o montante energético que foi usado da distribuidora de energia e a outra é a quantidade de eletricidade que foi devolvida a essa mesma concessionária, chamada de energia injetada.

Quais medidas são apresentadas no relógio bidirecional?

A leitura relógio bidirecional de energia solar causa algumas dúvidas nos proprietários de usinas fotovoltaicas. Contudo, na realidade, é bem simples verificar as informações nessa peça. A energia que foi consumida pelo imóvel será apresentada normalmente pelo código 003, enquanto a energia que retornou para a rede costuma ser identificada pelo código 103.

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Como funcionam os créditos de energia solar?

A energia que é produzida pelas placas fotovoltaicas em excesso é mandada para a concessionária. A boa notícia é que você tem muito a ganhar com isso. Esse procedimento dá origem aos créditos solares.

É como se você vendesse o excedente de energia que produziu para a distribuidora, mas a moeda de troca não é dinheiro e sim o abatimento na sua conta de luz. Isso porque terão dias em que o consumo será maior que a produção, como é o caso de dias nublados.

As regras básicas para utilizar os créditos de energia solar é estar dentro do prazo de 60 meses de validade. Além do mais, você pode usar essa redução na fatura de outros imóveis, desde que tenham a mesma titularidade e sejam atendidos pela mesma distribuidora de energia.

Por que há diferença entre os valores de energia gerada e injetada?

Existe diferença de valor porque se tratam de medidas distintas. A energia gerada é aferida pelo inversor. Já a energia injetada é calculada pelo medidor. Portanto, é normal serem diferentes, porque uma parcela da energia produzida é usada na casa ou na empresa dona do sistema fotovoltaico.

Somente o que sobra é introduzido na rede e registrado pelo medidor. Ou seja, o consumo energético durante o dia faz com que eletricidade injetada e monitorada pelo relógio bidirecional de energia solar não seja igual ao volume produzido.

Se ainda ficou alguma dúvida sobre o assunto, nossos especialistas estão preparados para esclarecer qualquer questão, pode perguntar o que quiser. É só deixar seu comentário aqui.

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