É muito comum que as pessoas pensem em abrir franquias em tempo de crise econômica. O mercado de trabalho se retrai, muitos profissionais são demitidos e, com o dinheiro da rescisão, pensam em um negócio próprio como fonte de renda.

Nesse sentido, as franquias são um caminho natural, já que oferecem um caminho mais estruturado, ideal para quem não tem tanta experiência em gestão.

Mas será que vale mesmo a pena investir em franquias em tempo de crise? Confira a resposta neste artigo!

Como é o mercado de franquias?

Antes de falarmos sobre o mercado de franquias, vamos relembrar o que aconteceu com o país nos últimos anos. Foram vários anos de crescimento econômico baseado na expansão da oferta de crédito. Quando o nível de endividamento das famílias ficou muito alto, essa oferta se retraiu. Veio a recessão econômica, com contração do mercado de trabalho.

Os primeiros sinais da crise apareceram em 2013. No ano seguinte, o PIB (Produto Interno Bruto) ficou estável e, nos dois anos seguintes, apresentou forte queda. Em 2015, a contração foi de 3,8% e, em 2016, de 3,6%. Continuamos sentindo os efeitos dessa crise, com crescimento baixo, na casa de 1%, tanto em 2017 quanto em 2018. Nesse cenário, quase todos os setores da economia sofreram.

O mercado de franquias, porém, se mostrou bem mais resistente. O faturamento cresceu mesmo em todos esses anos de crise. Em 2018, a alta foi de 7,1% em relação ao ano anterior, segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

O número de unidades também cresceu, atingindo 153.704 em 2018, um aumento de 5,2% ante 2017. O setor de “Alimentação” é o que teve o maior faturamento, seguido por “Casa e Construção”, e “Comunicação, Informática e Eletrônicos”.

Em 2019, os bons resultados sem mantêm. No primeiro trimestre, o faturamento das franquias cresceu 7% ante o mesmo período do ano anterior e, para este ano, a ABF projeta que a alta fique entre 8% e 10%.

Vemos, assim, que o mercado de franquias se mostra mais resiliente em momentos de crise, justamente, por ter uma gestão mais bem estruturada, com um caminho bem traçado, impedindo que o franqueado cometa os erros de quem está começando um negócio.

Vale a pena investir em franquias em tempo de crise?

Os números que vimos acima mostram que sim, vale a pena investir em tempos de crise. Ainda assim, vale destacar que a franquia não é um bilhete premiado da loteria.

Você vai abrir um negócio e, como sempre, nesses casos, tem que estar preparado. O que isso significa? É preciso estudar muito bem o próprio tema antes de pensar em abrir uma franquia. Outro ponto é que, mesmo que o caminho já esteja bastante preparado, no fim do dia, você é quem é o gestor daquele negócio, então, tem que estudar gestão e administração. Isso é essencial para aumentar as chances de sucesso.

Quando uma pessoa abre o primeiro negócio, é muito comum que se dedique de forma aprofundada a conhecer tecnicamente o produto e descuide da gestão, que é algo novo para ela. Evite isso ao máximo, porque, se você não cuidar da gestão, ninguém vai.

Por fim, é preciso estudar o setor no qual você vai entrar, as condições da franquia na qual pretende investir e tudo que vai ter impacto sobre os resultados do negócio: localização, público-alvo etc.

Dito isso, as estatísticas são claras. Dados do Sebrae mostram que, entre as empresas comuns, 23% fecham as portas até o segundo ano de funcionamento. Já entre as franquias, o índice de mortalidade é de 3,9%, segundo pesquisa da ABF.

A diferença se dá, justamente, pelo fato de que a franquia é um negócio que já foi testado e o franqueado conta com todo um sistema de suporte que vai evitar que ele caia nas armadilhas de quem está começando do zero.

Quais os benefícios de investir em uma franquia?

Como mencionamos, a franquia é uma forma de ter um negócio próprio com boa parte do caminho já traçado e estruturado. Veja a seguir os principais benefícios de investir em uma franquia.

1. Possibilidade de expansão

Se você tem interesse em expandir seu negócio, é muito mais fácil fazer isso por meio de uma franquia, uma vez que os modelos já estão prontos e os próprios franqueadores estudam constantemente novos pontos estratégicos para ampliar sua presença. Assim, você pode contar com apoio se resolver expandir o negócio.

2. Marca conhecida

Construir uma marca do zero não é nada fácil. Ao optar por uma franquia, você já entra no jogo com uma marca conhecida. Além do mais, não precisa se preocupar em montar um departamento de marketing ou publicidade, já que toda a comunicação vem pronta do franqueador.

A franquia conta com um fundo de propaganda, para o qual o franqueado contribui, e que elabora toda a estratégia de comunicação e marketing da marca. Desse modo, consegue fazer campanhas maiores e de maior impacto, além de fornecer o material pronto para o franqueado.

3. Segurança jurídica

No Brasil, o setor é regulamentado pela Lei de Franquias (Lei nº 8.955, de 1994), que descreve os direitos e deveres de franqueados e franqueadores. A lei determina que a relação seja registrada em contrato, o que dá segurança jurídica para ambos.

Se você está interessado em abrir uma franquia, deve ler essa lei e conhecer bem seus pontos. Ela é a base de regulamentação para a relação que vai ser estabelecida entre franqueados e franqueadores.

4. Capacitação

O franqueador fornece um treinamento de gestão, além ensinar tudo o que você precisa saber para controlar o negócio. Além disso, depois que o negócio estiver montado, monitora o andamento e alerta em caso de problemas na gestão.

5. Fornecedores testados

Todo mundo que já teve um negócio sabe que encontrar fornecedores confiáveis é um desafio. É preciso garantir a continuidade do fornecimento e manter o padrão de qualidade. No caso da franquia, os fornecedores são sempre homologados, o que minimiza os riscos.

6. Lançamento de produtos

O mercado exige lançamentos constantes de novos produtos para manter o interesse do público. O franqueador é responsável por fazer as pesquisas de mercado e pensar em soluções para apresentar à rede de franquia.

7. Garantia de padronização

A falta de padronização é um dos maiores problemas que os negócios enfrentam. É difícil fazer com que os produtos saiam sempre do mesmo jeito e, quando sai do padrão, pode ter certeza de que o cliente percebe isso rapidamente. Em uma franquia, tudo já foi testado e chega para o franqueado no padrão adotado pela marca.

8. Poder de negociação

Com um negócio pequeno, seu poder de negociação com os fornecedores também é baixo. Mas, na franquia, quem faz essa negociação é o franqueador, que compra em grande escala e, portanto, tem uma capacidade de barganha muito maior.

9. Suporte

Os franqueados recebem suporte do franqueador em diversas áreas, como contabilidade, jurídico, tributário etc. O franqueador tem todo o interesse em evitar que seus franqueados enfrentem problemas por falta de conhecimento e livrá-los de questões burocráticas para que possam se concentrar na operação.

Como vimos até aqui, a coletividade e o suporte do franqueador são grandes vantagens para quem pretende abrir uma franquia, abrindo caminhos e queimando etapas. Veja agora os passos para tocar esse negócio!

Como tocar uma franquia em tempos de crise?

Se ter um negócio próprio já é algo bastante desafiador por si mesmo, fazer isso em períodos de crise exige ainda mais atenção e dedicação, mesmo que seja em uma franquia.

Caso você decida abrir uma franquia no meio de uma crise econômica, poderá contar com algumas vantagens, como aluguel mais barato e maior oferta de mão de obra por valor acessível. Sem dúvida, são ótimas oportunidades para quem está começando.

Mesmo para quem já está com o negócio rodando, é possível pensar em renegociar algumas despesas, como o próprio aluguel do ponto ou serviços terceirizados.

No entanto, sabemos que o dinheiro do consumidor se torna escasso durante a crise. Se você vai abrir uma franquia durante uma recessão, busque conhecer os hábitos dos consumidores e entender quais são suas prioridades quando precisam fazer escolhas.

Inclusive, você vai precisar fazer uma gestão muito mais próxima, mantendo a “barriga no balcão”. Dessa forma, conseguirá identificar e eliminar desperdícios e perceber novas oportunidades de aumentar as vendas, tornando a gestão mais eficiente.

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Para fazer a gestão de franquias em tempo de crise, portanto, valem as mesmas recomendações que se dá para qualquer outro negócio. Veja algumas dicas.

Invista no atendimento ao cliente

Pense que seus concorrentes não são apenas as outras marcas do mesmo segmento. O dinheiro que está no bolso do consumidor é disputado por todo mundo e ele não pensa necessariamente: “será que eu lavo meu carro na empresa A ou B?”, mas “será que uso esses R$100,00 para lavar o carro, ou para ir ao cinema com a família?”.

Com isso em mente, é fundamental proporcionar uma boa experiência de compra ao cliente. Ele vai se lembrar de que teve um atendimento excepcional, que conseguiu exatamente o que queria (ou até mais) e as chances de optar por comprar com você novamente ou de indicá-lo para outras pessoas aumenta muito.

O contrário também é verdade: atendimentos que deixam a desejar impactam a reputação da marca e, além de prejudicar o seu negócio, podem causar problemas para a franquia como um todo. Nesse caso, pode haver até intervenção do franqueador.

Por isso, durante a crise, é importante ficar ainda mais atento à satisfação do consumidor, afinal, não se esqueça de que é ele quem paga as suas contas.

Reforce a atenção nos pagamentos

Sabemos que a inadimplência sobe com a crise. Por isso, há duas providências que você pode tomar. A primeira é premiar quem paga em dia. Pode ser com um desconto, por exemplo. A segunda é reforçar seu setor de cobrança para recuperar os pagamentos atrasados.

Aqui, vale um alerta: cobrar é importante e necessário, mas não se esqueça de que aquela pessoa é seu cliente, a crise vai passar, e você vai precisar dele novamente. Ou seja, a cobrança deve ser firme, mas nunca rude nem muito menos ameaçadora. Mostre para o cliente que você está do lado dele para encontrar uma solução para o problema.

Converse com o franqueador

Muito provavelmente, você não é o único franqueado que está sentindo a crise. Um dos benefícios de ter uma franquia é que você tem com quem trocar ideias. Converse com o franqueador e com outros franqueados e entenda o que eles estão fazendo para lidar com a crise que está dando resultados.

O aprendizado pode servir para todos ou você pode adaptar a ideia à sua realidade específica, considerando o tamanho do seu negócio, localização, público etc. Lembre-se, porém, de que todas as medidas devem estar sempre dentro do que é permitido no seu contrato de franquia.

Quais os melhores tipos de franquia?

Para decidir qual franquia abrir, é preciso observar quais são as tendências do mercado. A comodidade para o cliente e a especialização estão em alta. Nesse sentido, vale olhar para franquias com formato de quiosques, em que o cliente compra e leva o produto rapidamente.

Além disso, destacam-se as que focam um nicho de produto, como cafés ou chocolates gourmet, de origem controlada. Alguns setores, como “Alimentação”, “Saúde, Beleza e Bem-estar” e “Comunicação, Informática e Eletrônicos”, que ocupam o topo do ranking de franquias, continuam em alta.

Em tempos de crise econômica, também sobressaem as franquias de educação profissionalizante ou de especialização. A lógica é que as pessoas investem em educação, seja para manterem seus empregos, seja para terem um diferencial e conseguirem uma recolocação.

Por fim, outra tendência é de franquias que apresentam produtos ou serviços inovadores. É o caso da Solarprime, que projeta e instala painéis de energia solar em residências e em empresas. Além de ser uma solução inovadora, ainda gera economia na conta de energia para o cliente, o que é especialmente atrativo em época de crise econômica.

Como escolher a franquia certa para investir?

Para escolher a melhor franquia para investir, é preciso analisar três aspectos fundamentais: o seu perfil e seus conhecimentos, a franquia em si, e o mercado em que ela atua. Vamos ver como isso se desdobra.

1. Levante o capital disponível para o investimento

Quando pensar em investir em uma franquia, descubra de quanto você precisará para abrir o negócio. Não se esqueça de que vai precisar do capital inicial e de recursos para rodar nos primeiros meses da operação, até começar a ter lucro.

Se você vai se desfazer de algum bem para levantar os recursos — como um imóvel ou um veículo —, lembre-se de que esse processo pode levar algum tempo e você pode não conseguir exatamente o valor que tinha em mente.

2. Escolha o segmento no qual vai investir

Novamente, aqui, o segredo é casar bem as suas afinidades com as tendências do momento. Segmentos inovadores estão em alta, então, busque conhecer soluções nesse sentido.

3. Selecione algumas opções

Escolha uma ou algumas marcas de franquia que se encaixam para você, de acordo com seus conhecimentos, seus gostos, o capital que você possui, levando também em consideração as perspectivas para o negócio em que ela atua.

Com isso, dedique-se a conhecer mais a fundo essas marcas. Saiba qual é o suporte que ela oferece, converse com outros franqueados para ver o nível de satisfação deles e as dificuldades que enfrentam, e leia os documentos que as franquias disponibilizam.

4. Faça perguntas

Entenda exatamente os principais pontos de funcionamento da franquia, como:

  • remuneração da franqueadora;
  • divisão do território em que a franquia atua, incluindo delivery e e-commerce, se for o caso;
  • abastecimento da unidade;
  • realização dos pedidos e prazos de entrega;
  • quem são os fornecedores;
  • o que se espera do franqueado e quais são as contrapartidas que o franqueador oferece;
  • planos de expansão da franqueadora;
  • situação atual da marca: está registrada?;
  • quais são os treinamentos, quanto tempo eles levam, como são feitos (presencial ou virtual), se contemplam também a equipe, quais os custos envolvidos e quem vai pagá-los;
  • propaganda: a franqueadora tem um fundo estabelecido? Como ele é usado?;
  • resultado esperado do negócio e qual o tempo esperado para atingi-lo;
  • saúde financeira da franqueadora;
  • histórico e reputação da franqueadora no mercado;
  • diferenciais em relação à concorrência;
  • renovação de produtos da marca.

Como você vê, são muitos os aspectos a serem levados em consideração, mas lembre-se: não existe substituto para o conhecimento. Quanto mais você conhecer da marca, menos surpresas vai ter e maiores serão as chances de sucesso.

5. Faça a escolha final da marca

Não tenha pressa em fechar o negócio. Analise com calma toda a documentação e a marca, faça suas contas e dedique-se a conhecer bem o negócio.

Lembre-se de que um negócio é que nem um casamento: é preciso saber bem com quem você está firmando essa parceria, porque ela vai durar bastante tempo e envolver compromissos — inclusive, financeiros — de ambas as partes.

6. Analise a documentação

Pela Lei de Franquia, o sistema de franquias contém três documentos, que você deve analisar cuidadosamente:

  • C.O.F. (Circular de Oferta de Franquias): esse é o primeiro documento que você vai receber, detalhando tudo que o franqueador deve fornecer e todos os deveres e direitos do franqueado. Ele deve ser entregue, pelo menos, 10 dias antes da assinatura do contrato e do pagamento de qualquer taxa;
  • pré-contrato de franquia: esse documento é utilizado quando o franqueado ainda não tem uma empresa constituída e um ponto comercial definido. Nesse caso, é assinado pela pessoa física;
  • contrato de franquia: esse já é o documento final, assinado com a pessoa jurídica. Mais do que nunca, precisa de análise e atenção especial.

Por que optar por negócios inovadores?

Investir em um negócio inovador pode trazer diversas vantagens. Uma delas é a baixa concorrência, justamente, por ser um nicho ainda pouco explorado. Assim, é possível encantar o cliente com a oferta de um produto ou serviço que ele não encontra facilmente no mercado.

Por outro lado, montar um negócio inovador pode ser bem arriscado. Com uma franquia, no entanto, alguém já fez todas as pesquisas de mercado antes de você e descobriu o que funciona e o que não funciona. Com isso, você ganha o benefício da inovação, com menos riscos do que se fosse estruturar o negócio do zero.

Por exemplo, você encontra negócios tão inusitados quanto uma padaria de petiscos para animais domésticos, uma franquia especializada em serviços para piscina, outra em aluguel de equipamentos para construção civil e até a primeira rede de padaria drive-thru do Brasil.

A Solarprime se encontra nessa categoria de franquias inovadoras, ajudando a levar energia renovável e limpa para residências e empresas. Em 2016, o mercado de energia fotovoltaica teve crescimento de 300% e as estimativas são de que ele movimente cerca de R$100 bilhões até 2030.

Está em linha com uma tendência sem volta de consciência ambiental, preservação dos recursos do planeta e sustentabilidade, sem falar na economia de até 95% na tarifa de energia. Esse, inclusive, é um grande atrativo para tempos de crise, uma vez que ela fornece um produto, que, na verdade, vai poupar dinheiro do cliente no tempo.

A Solarprime é a maior franquia de soluções em energia solar do país, oferecendo projetos personalizados de acordo com as necessidades do cliente. Para o franqueado, o investimento inicial é baixo e a expectativa de rentabilidade é alta, com projeção de retorno do investimento entre 5 e 12 meses. O franqueado conta ainda com um treinamento completo, sem necessidade de conhecimentos técnicos prévios.

Agora, você já sabe tudo sobre o gerenciamento de franquias em tempo de crise e o que observar para ter sucesso no seu empreendimento. Seja diligente, analise todos os aspectos com calma, dedique-se a conhecer o negócio e a se autoconhecer, para que o negócio flua da melhor maneira. Com todos os cuidados, as chances de sucesso são ótimas!

Ficou interessado e quer saber mais? Entre em contato com a Solarprime e converse com um de nossos especialistas!

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