Já pensou em ter seu próprio negócio, mas tem receio de abrir algo novo? Calma, você não precisa desistir do seu sonho de empreender! Você já se perguntou, por exemplo “o que preciso saber para abrir uma franquia”? Pois saiba que o sonho de ser um empresário de uma marca consolidada no mercado está a seu alcance.

Abrir uma franquia pode ser a alternativa que vai torná-lo um profissional de sucesso. Mesmo com os problemas políticos e econômicos recentes, o Brasil teve avanços nesse segmento. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2018, o faturamento do setor fechou em cerca de 174 bilhões de reais.

Outro fato que colaborou para a movimentação do comércio foi a queda da taxa básica de juros (Selic). Isso fez com que o mercado industrial pudesse se desenvolver — o que aumentou levemente o consumo. Diante desse cenário, o Brasil segue como o 6º país com mais unidades franqueadas e o 4º com maior número de redes franqueadas.

Até aqui, deu para ter uma ideia de como funciona esse mercado promissor. Porém, isso é só o começo! Se quer detalhes sobre “o que preciso saber para abrir uma franquia?”, este é o conteúdo perfeito para você! Preparamos um guia com tudo sobre o tema. Acompanhe!

O que é e como funciona uma franquia?

Com certeza, você já ouviu falar em Burger King, Cacau Show ou O Boticário, não é mesmo? Essas grandes marcas têm unidades espalhadas por todo o Brasil — no caso do Burger King, pelo mundo. Sabe o que mais elas têm em comum? Todas operam suas atividades como franquias.

Esse modelo de negócio conquistou os quatro cantos do planeta. Assim, as franquias são responsáveis por movimentar grande parte da economia e gerar milhões de empregos. Elas se tornaram verdadeiros pilares de investimento mundial.

Relação franqueador e franqueado

As franquias são empresas que disponibilizam o nome, a estrutura e o suporte para outras filiais. Basicamente, é como se alguém pegasse uma ideia brilhante, criasse uma marca e compartilhasse seu sucesso com outras pessoas que desejam empreender.

Para poder abrir uma franquia, o investidor precisa ter o direito legal da marca. Essa aquisição acontece a partir do envolvimento entre o franqueador, que é quem vende o nome, e do franqueado, que tem o interesse de comprar a franquia.

Custo de investimento e manutenção

A partir daí, o sistema passa a funcionar da seguinte forma: primeiramente, o empresário paga um valor específico para montar sua loja. Por exemplo: Laura quer abrir uma franquia da Subway em Belo Horizonte, e o custo inicial do investimento gira em torno de R$322 mil. Geralmente, essa taxa inclui:

  • os gastos com estrutura da loja;
  • compra de equipamentos de trabalho;
  • abastecimento do primeiro estoque;
  • treinamento de todos os funcionários.

Depois da taxa inicial, o franqueado deve pagar todo mês um valor para manter seu empreendimento. Tudo isso de acordo com as políticas, direitos e deveres estipulados em contrato pelo franqueador. No valor da mensalidade, estão inclusos o fundo de publicidade da marca, cerca de 10% sobre o fornecimento de produtos, e os royalties, que custam de 1% e 10% do faturamento bruto da filial.

Além disso, os gastos jurídicos e financeiros não estão inclusos no pacote inicial nem na mensalidade. Isso significa que aluguel, IPTU, ISS, internet, luz, água e telefone são custos à parte. Geralmente, um contrato entre franqueador e franqueado dura, em média, 5 anos, podendo ser renovado caso haja interesse de ambas as partes.

Quais os principais tipos de franquia?

Com intuito de expandir sua marca, o franqueador deve escolher entre os diversos modelos de franquias o que melhor representa sua estratégia de expansão e crescimento. Assim, poderá firmar o melhor tipo de contrato com os franqueados. Vamos conhecer os principais tipos de franquias?

Microfranquias

Esse modelo é caracterizado por requisitar um valor de baixo investimento inicial — no máximo, R$ 90 mil. Além disso, o custo operacional é barato e a operação é simples. As microfranquias podem ser instaladas até mesmo na própria residência do franqueado, o que é conhecido como “home-based” ou “home office”.

Mesmo que o custo da franquia seja menor e o retorno financeiro mais rápido, a microfranquia precisa realizar compras mensais de produtos do franqueador e pagar a cobrança das taxas definidas em contrato, dependendo do modelo de franquia que você escolher investir.

Franquia unitária

É aquela que permite o direito de abertura de uma unidade exclusiva no local em que o franqueador escolher. Por exemplo: um franqueado decidiu abrir uma loja no shopping. Se for uma franquia unitária, ele pode adquirir outros pontos comerciais.

Nesse caso, tudo vai depender da condição financeira do empreendedor, do desempenho alcançado e da estratégia do franqueador.

Master franquia

Esse modelo é condizente com os planos de franquias internacionais que desejam expandir seus negócios em outros países. O master franqueado — também chamado de subfranqueador — assina um contrato que lhe garante o direito de terceirizar ou implantar outras lojas em um determinado território.

Nesse tipo de acordo, o master franqueado recebe o valor da taxa e dos royalties sobre todas franquias que ele conseguir instalar. Vale ressaltar que o suporte e treinamento são de responsabilidade do franqueado.

Franquia de desenvolvimento de área

No caso de franquia de desenvolvimento de área, será assinado um contrato que garante que somente aquele franqueado poderá explorar determinada região, podendo abrir mais de uma unidade dentro de um tempo determinado. Como é ele quem vai desenvolver a área, caso opte por vender as lojas, o desenvolvedor recebe parte dos royalties e da taxa inicial da franquia.

Abrir uma franquia pode ser um bom negócio?

Até onde a crise econômica e política brasileira podem afetar meu negócio? Se você está pensando em empreender, com certeza, essa dúvida passou pela sua cabeça em algum momento. Nos últimos anos, o cenário era de recessão econômica, desemprego e dívida externa nas alturas. Mesmo que o país não esteja vivendo seu melhor momento, a boa notícia é que esse modelo de negócio consegue lidar melhor com a crise pela sua sazonalidade.

No entanto, nem tudo são flores e não vale fingir que as franquias não sentiram os problemas econômicos do país. Os franqueados tiveram que pensar em estratégias para driblar a crise. Muitos fizeram campanhas motivacionais, promoções e renegociações com os fornecedores, para que fosse possível superar o momento crítico.

Entre as alternativas encontradas pelos franqueados, uma delas foi manter a meta de vendas em 30% ou mais. Assim, eles conseguiram sobreviver aos períodos de quedas no movimento. Por isso, nossa dica é: esteja sempre alerta e faça planos para superar os meses ruins.

Afinal, vale a pena abrir uma franquia?

O primeiro ponto positivo em abrir uma franquia é a segurança, pois a marca que você vai representar já está consolidada no mercado. Ou seja, os clientes se identificam com a experiência que o produto/serviço oferece. Isso traz vantagens competitivas e suporte para ter retorno do seu investimento.

Outro ponto importante é o crescimento do setor. Segundo a Análise de Desempenho da ABF, as franquias tiveram avanços de 2017 para 2018:

  • faturamento: de R$ 163,319 para R$ 174,843 bilhões (crescimento de 7,1%);
  • número de unidades: de 146.134 para 153.704 (crescimento de 5,2%);
  • número de empregos: de 1.193.568 para 1.299.145 (crescimento de 8,8%).

Analisando os dados recentes, a resposta é que sim, vale a pena investir nesse modelo de negócio, pois o mercado está favorável.

Qual é o perfil de um empreendedor de franquias?

No começo, as maiores franquias do território brasileiro eram de origem estrangeira. Como o modelo de negócio funcionou muito bem na atração de clientes, nos últimos anos, os empreendedores locais fizeram a diferença e montaram diversas franqueadoras nacionais, como a Colchões Ortobom e as lojas de conveniência BR Mania. Porém, antes de saber em qual franquia você vai investir, é preciso conhecer seu perfil de empreendedor.

Ser um empresário de sucesso não é uma tarefa fácil. Para isso, é necessário trabalhar duro e tomar gosto pelo que faz. Algumas características são essenciais para que o profissional obtenha bons resultados. São elas:

  • ética;
  • resiliência;
  • versatilidade;
  • dinamismo;
  • organização;
  • flexibilidade;
  • comprometimento.

Se você tem essas qualidades, certamente, vai saber como trabalhar da melhor maneira possível.

Como desenvolver suas habilidades?

Ter foco no comercial é uma das principais receitas para o sucesso do empreendedor. Essa virtude é importante tanto para franqueados, que precisam ser gestores e têm uma rotina mais flexível, quanto para aqueles que precisam estar na linha de frente do empreendimento.

Outra característica crucial é ter uma boa relação interpessoal com a equipe e clientes. Por isso, aprenda a ser comunicativo, trabalhe desenvolvendo o líder que existe dentro de você e saiba como lidar com a franqueadora, pois é a sede que vai lhe passar as principais informações e orientações para gerir seu negócio.

A estabilidade emocional é um ponto-chave para quem deseja abrir uma franquia. Problemas vão surgir o tempo todo, seja com funcionários e clientes, seja com a franqueadora. Não dá para fugir das adversidades. Diante disso, o profissional precisa manter o equilíbrio.

Como escolher a melhor franquia para você?

Você tem ideia de qual franquia quer abrir? Existe aquele empreendimento que é “a menina dos olhos”? Saiba que você está certo de levar em conta um projeto com o qual tenha afinidade, pois existem diversos segmentos. Veja:

  • Alimentos;
  • Casa e Construção;
  • Comunicação, Informática e Eletrônicos;
  • Entretenimento e Lazer;
  • Hotelaria e Turismo;
  • Limpeza e Conservação;
  • Moda;
  • Saúde, Beleza e Bem-estar;
  • Serviços Automotivos;
  • Serviços Educacionais;
  • Serviços e Outros negócios.

Antes de investir na franquia certa, portanto, é preciso passar por algumas etapas de reflexão e análise. Veja a seguir o passo a passo para acertar nesse investimento:

Pesquise segmentos de interesse

Existe um ponto que merece muita atenção nesse momento: não pense que o produto do qual você mais gosta é o melhor para abrir uma franquia. Por exemplo, não é porque você tem facilidade de cozinhar que vai abrir um fast-food.

Ou seja, o que deve ser levado em consideração é seu perfil empreendedor, a aceitação do produto no mercado e, principalmente, se o negócio vai satisfazer e realizar seus anseios. Faça uma autoanálise e defina o que você deseja para seu negócio — saiba aonde quer chegar.

Escolha um segmento que você acredite que vai lhe satisfazer financeiramente e pessoalmente. As duas questões precisam andar juntas, pois, se você investir no empreendimento dos sonhos e ele não lhe der retorno em quantia, virá a frustração.

O mesmo ocorre se você abrir uma franquia que não lhe inspire: ela pode até dar dinheiro, mas sua falta de motivação poderá atrapalhar o negócio futuramente. Com isso em mente, junte o útil com o agradável.

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O segredo é identificar suas competências. Veja o que é necessário para levar o negócio para frente. Você precisa ter afinidade com a mercadoria, mas, especialmente, com as práticas administrativas necessárias. A rotina do trabalho é diferente de uma experiência com o produto/serviço.

Avalie o mercado

Escolher o segmento é um passo importante para encontrar o negócio certo. Para isso, você precisa reparar o que falta na região, o que vai atrair consumidores. Muitos pensam em franquias de alimentação, moda e beleza, mas existem diversas opções.

Por exemplo: a energia solar é a matriz energética do futuro. O mercado teve um crescimento de 300% em 2017. Ter uma franquia que faça a instalação de sistemas fotovoltaicos pode ser uma ótima alternativa. Atualmente, existem projetos em casas, indústrias, empresas, agronegócio, estacionamentos, hotéis e condomínios. Ou seja, esse segmento é promissor e merece investimento.

Outra questão que deve ser verificada é a transferência de know-how. Invista em uma franquia que já tenha, pelo menos, 3 anos de mercado, pois, assim, você estará seguro. Lembre-se de que é responsabilidade do franqueador informar sobre o tipo de tecnologia transferida.

Por fim, não pense que o fato de uma franquia fazer sucesso em uma região significa que ela será bem-aceita em outra. Tendo isso em mente, identifique as características do mercado em que deseja atuar, levando em conta a geolocalização (análise geográfica da área).

Analise o investimento

Para escolher a melhor franquia, verifique o custo inicial (taxa de franquia) e mensal da compra da marca (taxa de publicidade e royalties). Além disso, coloque em um papel as despesas com ponto comercial, capital de giro e a quantia da reserva para gastos inesperados.

Um dos principais riscos de qualquer empreendimento é passar sufoco financeiro, pois isso pode acarretar a falência do negócio. Portanto, esteja seguro para investir e tenha os recursos necessários para dar esse passo tão importante. Caso você não disponha de todo o capital, pode optar por uma linha de financiamento para franquias.

Converse com quem já é franqueado

Escolher uma franquia exige pesquisar muito. Primeiramente, procure informações sobre o empreendimento nas mídias e converse com o franqueador. Depois, fale ainda com outros franqueados e ex-franqueados. São eles que vão passar um parâmetro geral sobre a franquia, podendo auxiliar na colocação dos direitos e deveres que você pode cobrar do franqueador, como suporte e treinamentos.

Como é o mercado atual de franquias?

Compreender como é o mercado atual de franquias é fundamental para saber se você estará investindo no setor certo e da forma correta. Afinal, é um investimento considerável e você não quer perder esse valor, não é mesmo?

Alguns dados importantes: segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), apenas no terceiro trimestre de 2018, o setor movimentou R$44,7 bilhões (crescimento de 6,3% em comparação ao mesmo período em 2017). Considerando o cenário de recente recessão, são resultados bastante expressivos — é um percentual de aumento 5 vezes maior do que a expectativa de aumento do PIB brasileiro para o mesmo período.

A mesma pesquisa também aponta que há um maior índice de abertura de franquias do que de fechamento: em 2018, no terceiro trimestre, ocorreu um aumento de 3% na abertura unidades contra 1,6% de fechamentos.

Além disso, é importante saber quais são as principais tendências do setor para o ano de 2019. São elas:

  • aumento no número de quiosques, devido à sua versatilidade, praticidade e facilidade para quem não tem capital para abrir um comércio com um espaço físico maior;
  • aumento no número de microfranquias (aquelas que exigem um valor reduzido de capital de investimento, de até R$90 mil);
  • franquias nos setores de bem-estar e saúde;
  • franquias no setor de educação;
  • e-commerce;
  • surgimento de plataformas online que auxiliem os franqueadores e franqueados;
  • franquias com foco em sustentabilidade e proteção ambiental;
  • franquias inovadoras, que fogem do comum (normalmente, nas áreas de secretaria virtual, quiosque de games, pet, entre outros).

Por que o planejamento financeiro é essencial?

Fazer o planejamento financeiro pode até não ser uma tarefa fácil, porém, essa parte é essencial para o sucesso de qualquer negócio. Sem ele, nenhuma empresa consegue sobreviver no mercado. Por esse motivo, vamos dar algumas dicas de como tornar sua empresa algo realmente rentável.

O primeiro passo para não vacilar e economizar é não misturar contas da empresa com despesas pessoais. Se você sentir que não tem afinidade com a parte financeira da franquia, contrate um profissional especializado na área. Agora, se ainda quiser arriscar, invista em ferramentas e cursos para melhorar seu perfil administrativo e financeiro.

Para ter um bom planejamento, é preciso ser organizado. Por isso, faça uma planilha e liste as ações financeiras da empresa. Por exemplo: despesas fixas, despesas variáveis e faturamento esperado. Lembre-se de sempre atualizar as informações e de anotar tudo. No final de cada mês, faça um balanço e um relatório do período.

Para analisar a situação financeira de uma franquia, será necessário conhecer os principais instrumentos de análise. São eles:

  • planejamento orçamentário;
  • fluxo de caixa;
  • custos de ocupação;
  • balanço patrimonial;
  • precificação das mercadorias;
  • Demonstrativo de Resultados em Exercício (DRE).

Nossa dica é fazer um planejamento básico de curto prazo (12 meses), para ter uma base do faturamento esperado para aquele período. Também é importante fazer outro planejamento de projeção de longo prazo (4 anos). Nele, devem estar previstas as atualizações dos pontos comerciais, expansões e reparos.

Coloque na planilha o dinheiro necessário para cada um desses períodos. Assim, ficará claro o capital que você tem, a quantia que precisa ganhar e o que deve ser poupado.

Outra forma de organizar a parte financeira de sua franquia é investir na comunicação de rede. Instale um software que auxilie na gestão. Dessa forma, você terá um sistema para ser usado nos processos diários, podendo economizar tempo e otimizar a produtividade.

Como funciona a abertura de uma franquia?

Antes de dar início ao seu negócio, é preciso saber quais são os requisitos exigidos pela Lei nº 8955/94, também conhecida como Lei de Franquias. Ela foi sancionada em 15 de dezembro do ano de 1994 com o intuito de garantir os direitos e deveres dos franqueadores e franqueados.

Sua elaboração tem base no modelo norte-americano e é ela que define como deve ser um contrato de franquia empresarial. Segundo a Lei nº 8955/94, o contrato de franquia empresarial acontece quando o franqueador autoriza que o franqueado use e divulgue a marca, dando a ele o direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de seus produtos.

No artigo 6° da lei, ficou estabelecido que o contrato só pode ser escrito e assinado perante a presença de duas testemunhas. Vale ressaltar que, ao abrir sua franquia, o investidor pode trabalhar de maneira autônoma, pois, mesmo tendo a mesma marca, os pontos comerciais são independentes entre si. É preciso seguir somente o que estiver definido no contrato.

Análise circular de oferta de franquias (COF)

Antes de fechar o acordo, o empreendedor precisa verificar a Circular de Oferta de Franquias (COF). Esse documento deve conter uma descrição detalhada, objetiva e clara sobre como será o contrato. O documento deve conter todas as informações sobre a franqueadora:

  • histórico;
  • descrição da franquia;
  • perfil do franqueado ideal;
  • investimento inicial;
  • pendências judiciais;
  • balanços e demonstrações financeiras;
  • valor da taxa de publicidade;
  • encargos;
  • tipo de suporte que a franqueadora oferece.

Pela Lei de Franquia, é exigido que a COF seja entregue nas mãos do franqueado com, pelo menos, 10 dias de antecedência. Assim, o futuro investidor poderá analisar criteriosamente a proposta e validar os dados contidos no contrato. Fique atento, pois aquele franqueador que não entregar a COF como pede a lei, não é um profissional confiável.

Se por acaso a COF não apresentar as características de interesse do investidor, ele pode desistir do negócio sem nenhuma restrição. Caso as informações presentes no documento não sejam condizentes com os dados reais, o franqueado também pode pedir a anulação do contrato e ainda ser reembolsado.

Em relação ao DRE, não é necessário que ele seja apresentado. Em alguns casos, o franqueador pode não se sentir confortável em apresentá-lo e será preciso respeitar a decisão dele.

Como funciona a legislação de franquias?

No item anterior, nós mencionamos a Lei 8.955/1994, que é a responsável pela legislação de franquias. É de extrema importância que você atente a ela, já que é responsável pela regulação dessas instituições. Nela, estão os 11 artigos responsáveis pela regulamentação do franchising brasileiro, definindo até mesmo o conceito de franquia empresarial.

Ela também apresenta todos os pontos que a COF deve conter, como listamos acima. Ou seja, caso o documento não apresente esses itens, seu negócio estará em situação irregular. Assim, se o franqueador não fornecer esse documento ou se estiver faltando algum dos pontos que foi listado, você precisa solicitar que seja incluso.

A lei também lista as obrigações do franqueador e sobre o que deve ser oferecido:

  • supervisão de rede;
  • serviços de orientação e outros prestados ao franqueado;
  • treinamento do franqueado, com a especificação de duração, conteúdo e custos;
  • treinamento dos funcionários que foram contratados pelo franqueado;
  • oferecimento de manuais da franquia;
  • auxílio e consultoria na análise e escolha do ponto em que será instalada a franquia;
  • fornecimento do layout e padrões arquitetônicos nas instalações do franqueado.

A legislação de franquias é simples, porém, é bastante abrangente no que concerne ao que deve ser feito por parte do franqueado e do franqueador. É de fácil compreensão, de forma que você precisa ler este documento para ficar atento aos seus direitos e deveres.

Que cuidados devem ser tomados após a inauguração?

Cautela é diferente de medo. A segurança é fundamental e, se você estiver investindo pela primeira vez nesse mercado, o aconselhável é que você leve, no mínimo, de 2 a 8 meses (dependendo do modelo de negócio) para passar por todas as etapas até a inauguração.

Mesmo depois de abrir uma franquia, é preciso tomar alguns cuidados para o sucesso do seu empreendimento, principalmente, na hora de administrar a parte financeira da sua empresa. Considere que as contas a pagar e obrigações a cumprir são independentes do que você vender. Por isso, se escolher um segmento com sazonalidade, deixe sempre uma reserva para os períodos de menor faturamento.

Lembre-se de que os dados que a franqueadora disponibiliza são simulações, uma expectativa de operações gerais. Não pense que aqueles números são reais, pois não passam de suposições ou média da rede.

Outro ponto importante é não confundir pró-labore (pagamento de sócios por atividades administrativas) com lucro. O certo é pegar o pró-labore e pagar suas dívidas pessoais. O empresário só deve retirar seu lucro depois de 6 meses ou um ano, quando o negócio já estiver dando certo.

Depois de ler todos esses tópicos e eliminar suas dúvidas sobre “o que preciso saber para abrir uma franquia”, foi possível perceber que não é uma tarefa nada fácil. São diversos processos que precisam ser analisados pelo empreendedor. No entanto, mesmo com tanto trabalho e burocracia, esse é um investimento muito seguro, com uma boa perspectiva de mercado.

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